sábado, 4 de junho de 2011
Transplante de órgãos
É uma esperança para as pessoas que tentaram todos os tratamentos e alternativas terapêuticas para alcançar a cura de órgãos que apresentam algum tipo de insuficiência e incapacidade.
O transplante de órgãos e tecidos é um procedimento cirúrgico onde ocorre a reposição de órgãos (coração, pulmão, fígado, pâncreas e rim) ou tecidos (medula óssea, córneas, pele e ossos).
A pessoa que necessita de um órgão ou tecido é chamada de receptor, que receberá o órgão de um doador, estando este com ou sem vida. A importância maior deste procedimento é salvar e/ou melhorar a qualidade de vida da pessoa doente.
Tipos de Doadores
A doação de órgãos como pulmão, fígado, rim e medula óssea pode ser realizada em vida. É o que chamamos de transplante inter-vivos, que é utilizado apenas para fins terapêuticos e o doador deverá ser juridicamente capaz.
A doação inter-vivos, geralmente, segue o grau de parentesco, cônjuges ou parentes consangüíneos até o 4º grau ou qualquer outra pessoa compatível, mediante autorização judicial.
Outra condição para o transplante é a morte encefálica, que é diagnosticada em casos de acidentes que provoquem dano cerebral (acidente de carro, queda de alturas elevadas) ou doenças que comprometam seriamente o funcionamento do cérebro (Acidente Vascular Cerebral e Aneurisma). É o que chamamos de doação de múltiplos órgãos.
Quero ser doador potencial. O que devo fazer?
Todos nós somos doadores, desde que a nossa família autorize. Portanto, a atitude mais importante é comunicar para a sua família o seu desejo de ser doador.
Como funciona o sistema de captação de órgãos
Se existe um doador em potencial (vítima de acidente com traumatismo craniano ou derrame cerebral) a função vital dos órgãos deve ser mantida. É realizado o diagnóstico de morte encefálica e a Central de Transplantes é notificada. A Central localiza a família do doador e pede o seu consentimento mesmo que a pessoa tenha manifestado em vida o desejo de doar.
Após a autorização, o doador é submetido a uma série de exames para verificar se não possui doenças que possam comprometer o transplante. Após a confirmação, a Central de Transplantes faz um teste de compatibilidade com os pacientes em lista de espera, identifica um receptor e aciona as equipes de captação e de transplantes.
A retirada dos órgãos de um doador potencialÉ realizada no centro cirúrgico por equipes médicas especializadas em cada órgão. Após a extração dos órgãos, o corpo é encaminhado para o IML (Instituto Médico Legal) seguido dos documentos: termo de declaração de morte encefálica, termo de autorização familiar e relatório da extração dos órgãos assinados pelos médicos das equipes especializadas.
Quem paga os procedimentos de doação?
A família não paga pelos procedimentos de manutenção do potencial doador, nem pela retirada dos órgãos. Existe cobertura do SUS (Sistema Único de Saúde) para isso.
Órgãos podem ser vendidos?
Não. O comércio de órgãos é ilegal, e a punição pode chegar a oito anos de prisão.
De que forma é escolhido o receptor?
Nem o doador, nem a família podem escolher o receptor. Ele será sempre indicado pela Central de Transplantes, O cadastro técnico para o transplante é renovado a cada 72 horas, porque a
maioria dos candidatos morre sem conseguir um doador.
Beneficiados com o transplante.
São milhares de pessoas, inclusive crianças, portadoras de doenças crônicas e degenerativas, para quem o único tratamento é a implantação de um órgão novo.
As pessoas têm vida normal após um transplante?
Após o transplante, os receptores necessitam de diversos medicamentos. Os mais importantes são para evitar a rejeição e devem ser usados pelo resto da vida. Por exemplo, as estatísticas mundiais mostram que a maioria (mais de 80%) das pessoas que receberam um coração transplantado, retorna às suas atividades anteriores. Alguns praticam esportes, existindo até federações de transplantados.
Qual é o risco dos transplantes?Existem riscos inerentes a uma cirurgia de grande porte. Superada esta etapa, as complicações após o transplante de órgão são infecção e rejeição. Para prevenir estes efeitos o paciente usa medicamentos que debilitam o sistema imunológico. Por esta razão, estão mais sujeitos a infecções e outras doenças chamadas de "oportunistas".
O que significa rejeição?
O nosso sistema imunológico nos protege de infecções. As células deste sistema percorrem cada parte de nosso corpo procurando e conferindo se algo difere do que elas estão acostumadas a encontrar. Estas células identificam um órgão transplantado como sendo algo diferente do resto do corpo e ameaçam destruí-lo. Numa linguagem figurada, isto é rejeição.
Disque Saúde – Transplantes: 0800 61 1997
Comentário
A Doação de órgãos é um ato de amor ao próximo, e infelizmente cerca de 1% das mortes registradas no Brasil é feita a doação dos órgãos. Seja por medo da família, por falta de conhecimento ou por falta de estruturas para se realizar a captação.
Outro medo que a população como um todo têm é em relação à venda de órgãos, para evitar que este ato aconteça à legislação brasileira atua severamente inibindo essa atitude.
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